Câncer de mama em Jovem: biologia versus extensão cirúrgica / CompassHER2 pCR: um passo rumo à terapia personalizada
Sobre este conteúdo
RESUMOS
O primeiro podcast discute um estudo que avaliou o manejo cirúrgico de 1.737 mulheres com câncer de mama de alto risco, tratadas com terapia sistêmica neoadjuvante no ensaio I-SPY2.0. Entre as pacientes com até 45 anos, a mastectomia foi mais frequente que a cirurgia conservadora (63,2% versus 36,8%), embora o uso de conservação tenha aumentado ao longo dos anos. Não houve diferenças significativas na sobrevida global nem no intervalo livre de recorrência locorregional entre os procedimentos, inclusive em mulheres com até 40 anos e nos diferentes subtipos tumorais. A carga residual de câncer após o tratamento e o grau histológico foram mais relevantes para o prognóstico. Assim, a idade jovem, isoladamente, não justifica mastectomia; a decisão deve considerar anatomia, genética, radioterapia, riscos e preferências da paciente.
O segundo podcast discute o estudo EA1181/CompassHER2 pCR que avaliou a desescalada do tratamento neoadjuvante em 2.141 pacientes com câncer de mama HER2-positivo estágio II–IIIa, utilizando taxano, trastuzumabe e pertuzumabe (THP). A resposta patológica completa (pCR) foi de 43,8% no total: 63,7% em tumores receptor hormonal negativo e 32,5% nos positivos. Maior pCR associou-se a baixa expressão de receptores hormonais, HER2 IHC 3+ e paclitaxel semanal. O escore molecular HER2DX também foi preditivo: tumores com escores médio ou alto apresentaram maior probabilidade de pCR que aqueles com escore baixo. Os resultados apoiam a personalização e possível redução da quimioterapia, mas os dados de sobrevida livre de recorrência ainda estão pendentes.
RESUMOS
O primeiro podcast discute um estudo que avaliou o manejo cirúrgico de 1.737 mulheres com câncer de mama de alto risco, tratadas com terapia sistêmica neoadjuvante no ensaio I-SPY2.0. Entre as pacientes com até 45 anos, a mastectomia foi mais frequente que a cirurgia conservadora (63,2% versus 36,8%), embora o uso de conservação tenha aumentado ao longo dos anos. Não houve diferenças significativas na sobrevida global nem no intervalo livre de recorrência locorregional entre os procedimentos, inclusive em mulheres com até 40 anos e nos diferentes subtipos tumorais. A carga residual de câncer após o tratamento e o grau histológico foram mais relevantes para o prognóstico. Assim, a idade jovem, isoladamente, não justifica mastectomia; a decisão deve considerar anatomia, genética, radioterapia, riscos e preferências da paciente.
O segundo podcast discute o estudo EA1181/CompassHER2 pCR que avaliou a desescalada do tratamento neoadjuvante em 2.141 pacientes com câncer de mama HER2-positivo estágio II–IIIa, utilizando taxano, trastuzumabe e pertuzumabe (THP). A resposta patológica completa (pCR) foi de 43,8% no total: 63,7% em tumores receptor hormonal negativo e 32,5% nos positivos. Maior pCR associou-se a baixa expressão de receptores hormonais, HER2 IHC 3+ e paclitaxel semanal. O escore molecular HER2DX também foi preditivo: tumores com escores médio ou alto apresentaram maior probabilidade de pCR que aqueles com escore baixo. Os resultados apoiam a personalização e possível redução da quimioterapia, mas os dados de sobrevida livre de recorrência ainda estão pendentes.
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