Artigo

Padrão de biópsia de linfonodo sentinela em câncer de mama após terapianeoadjuvante: seguimento de dez anos em uma instituição única

Introdução

 

O aumento do uso de terapias neoadjuvantes tem tornado possível reduzir a extensão da cirurgia da mama assim como da axila. No entanto, enquanto na mama há ampla aceitação da cirurgia conservadora, na abordagem axilar o tema permanece controverso. Hoje, a biópsia de linfonodo sentinela (BLS) em pacientes cN0 previamente a terapia neoadjuvante é o padrão ouro, visto que as taxas de
falso negativo (TFN) – aproximadamente 10% – são similares às pacientes que realizam BLS em cirurgia upfront. Já em pacientes cN+ observamos TFN superiores, conforme estudos prospectivos Z1071 e SENTINA (12,6% e 14,2% respectivamente). Após 16th St. Gallen passou a ser aceito a realização de BLS após neoadjuvância desde que exérese de ao menos três linfonodos associados a dupla marcação, o que torna a TFN similar, 8%. Por acreditar que essa redução da TFN não interfere na melhora do prognóstico no seguimento de longo prazo esse estudo tem como objetivo avaliar recorrência axilar, sobrevida livre de doença a distância e sobrevida global em pacientes que cN0 e cN1/2 que permaneceram ou converteram para cN0 após terapia neoadjuvante, independente da dupla marcação ou número de linfonodos avaliados.

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