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RESUMOS

O primeiro podcast discute o Ensaio clínico LIBER, fase III, randomizado, duplo‑cego, que avaliou letrozol (2,5 mg/dia por 5 anos) versus placebo para prevenção de câncer de mama invasivo em mulheres pós‑menopáusicas portadoras de mutação germinativa em BRCA1/2 (com 40 a70 anos) que recusaram mastectomia profilática. Foram incluídas 170 mulheres (84 letrozol, 86 placebo), muitas com ooforectomia prévia e 77 com histórico de câncer de mama. Após seguimento mediano de 72,7 meses, a incidência em 5 anos de câncer de mama invasivo foi 13,1 % no grupo placebo e 7,8 % no grupo letrozol (HR 0,70; IC95 % 0,29–1,66; p = 0,416). A diferença não foi estatisticamente significativa, pois o estudo terminou  subdimensionado (23 eventos de 37 planejados). Os eventos adversos como densidade óssea e qualidade de vida foram semelhantes entre os grupos. Assim, os autores concluem que não se pode comprovar benefício, mas que uma redução clinicamente relevante não pode ser excluída, recomendando novos ensaios maiores.

O segundo podcast discute  um estudo que  investigou, em ensaio piloto randomizado, a eficácia, segurança e biomarcadores preditivos da combinação neoadjuvante de nab-paclitaxel e pembrolizumabe em câncer de mama RH+/HER2− estádio II–III. Vinte e nove pacientes foram randomizadas para um “run-in” de duas semanas com nab-paclitaxel ou pembrolizumabe, seguido da combinação. O desfecho primário – aumento de expressão de PD-L1 após o run-in – não foi alcançado, pois não houve mudança significativa em PD-L1 ou linfócitos infiltrantes (TILs). A taxa de resposta patológica completa foi 17% e a de RCB 0–1, 28%, com resposta radiológica em 80% e sobrevida livre de eventos em 3 anos de 86%. O perfil de toxicidade foi compatível com o conhecido para quimioterapia e imunoterapia, com 13% de eventos imunes grau 3–4. Análises exploratórias mostraram que maior inflamação tumoral basal (PD-L1, assinaturas interferon/TNF, CD8+, macrófagos M1) associou-se a melhor resposta, enquanto alta sinalização estrogênica e menor apresentação de antígenos relacionaram-se à resistência.

[ARTIGO o1 - Clique aqui]

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RESUMOS

O primeiro podcast discute o Ensaio clínico LIBER, fase III, randomizado, duplo‑cego, que avaliou letrozol (2,5 mg/dia por 5 anos) versus placebo para prevenção de câncer de mama invasivo em mulheres pós‑menopáusicas portadoras de mutação germinativa em BRCA1/2 (com 40 a70 anos) que recusaram mastectomia profilática. Foram incluídas 170 mulheres (84 letrozol, 86 placebo), muitas com ooforectomia prévia e 77 com histórico de câncer de mama. Após seguimento mediano de 72,7 meses, a incidência em 5 anos de câncer de mama invasivo foi 13,1 % no grupo placebo e 7,8 % no grupo letrozol (HR 0,70; IC95 % 0,29–1,66; p = 0,416). A diferença não foi estatisticamente significativa, pois o estudo terminou  subdimensionado (23 eventos de 37 planejados). Os eventos adversos como densidade óssea e qualidade de vida foram semelhantes entre os grupos. Assim, os autores concluem que não se pode comprovar benefício, mas que uma redução clinicamente relevante não pode ser excluída, recomendando novos ensaios maiores.

O segundo podcast discute  um estudo que  investigou, em ensaio piloto randomizado, a eficácia, segurança e biomarcadores preditivos da combinação neoadjuvante de nab-paclitaxel e pembrolizumabe em câncer de mama RH+/HER2− estádio II–III. Vinte e nove pacientes foram randomizadas para um “run-in” de duas semanas com nab-paclitaxel ou pembrolizumabe, seguido da combinação. O desfecho primário – aumento de expressão de PD-L1 após o run-in – não foi alcançado, pois não houve mudança significativa em PD-L1 ou linfócitos infiltrantes (TILs). A taxa de resposta patológica completa foi 17% e a de RCB 0–1, 28%, com resposta radiológica em 80% e sobrevida livre de eventos em 3 anos de 86%. O perfil de toxicidade foi compatível com o conhecido para quimioterapia e imunoterapia, com 13% de eventos imunes grau 3–4. Análises exploratórias mostraram que maior inflamação tumoral basal (PD-L1, assinaturas interferon/TNF, CD8+, macrófagos M1) associou-se a melhor resposta, enquanto alta sinalização estrogênica e menor apresentação de antígenos relacionaram-se à resistência.

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