Carcinoma Lobular em Jovem: O Que Realmente Define o Prognóstico ?/ Um novo olhar sobre o risco de fraturas na terapia com inibidor de aromatase
Sobre este conteúdo
RESUMOS
O primeiro podcast discute um estudo retrospectivo holandês que avaliou o prognóstico em 15 anos de 95 mulheres menores de 40 anos, com carcinoma lobular invasivo (CLI), HR+/HER2−, linfonodo-negativo e sem quimioterapia ou hormonioterapia adjuvante, comparando-as a 805 pacientes com carcinoma invasivo não especial (BC-NST). No CLI, o grau histológico não se associou à sobrevida livre de recorrência à distância, recorrência ou sobrevida global. Em contrapartida, invasão linfovascular e multifocalidade foram fatores prognósticos independentes desfavoráveis. Entre tumores luminais A-like de baixo risco, o CLI apresentou tendência a pior evolução em 15 anos que o BC-NST: DRFS 63% versus 74%. Pleomorfismo nuclear também foi prognóstico nesse subgrupo. Os achados ressaltam o risco de recorrência tardia e a necessidade de validação prospectiva.
O segundo podcast discute um estudo publicado na JAMA Network Open, estudo retrospectivo de centro único, Itáliano que avaliou 769 mulheres com câncer de mama inicial tratadas com inibidores da aromatase. Sua importância está em mostrar que o IMC pode não identificar adequadamente o risco ósseo associado à composição corporal. Após acompanhamento mediano de 45,6 meses, 69 participantes (9%) apresentaram progressão de fratura vertebral. Percentual de gordura corporal acima de 40,8% associou-se ao dobro do risco (HR 2,00; IC 95%: 1,44–2,82), enquanto maior massa muscular apendicular (HR 0,38) e densidade mineral óssea (HR 0,79) se associaram a menor risco. Os achados apoiam considerar a composição corporal na avaliação óssea, mas precisam de confirmação em outros estudos.
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O primeiro podcast discute um estudo retrospectivo holandês que avaliou o prognóstico em 15 anos de 95 mulheres menores de 40 anos, com carcinoma lobular invasivo (CLI), HR+/HER2−, linfonodo-negativo e sem quimioterapia ou hormonioterapia adjuvante, comparando-as a 805 pacientes com carcinoma invasivo não especial (BC-NST). No CLI, o grau histológico não se associou à sobrevida livre de recorrência à distância, recorrência ou sobrevida global. Em contrapartida, invasão linfovascular e multifocalidade foram fatores prognósticos independentes desfavoráveis. Entre tumores luminais A-like de baixo risco, o CLI apresentou tendência a pior evolução em 15 anos que o BC-NST: DRFS 63% versus 74%. Pleomorfismo nuclear também foi prognóstico nesse subgrupo. Os achados ressaltam o risco de recorrência tardia e a necessidade de validação prospectiva.
O segundo podcast discute um estudo publicado na JAMA Network Open, estudo retrospectivo de centro único, Itáliano que avaliou 769 mulheres com câncer de mama inicial tratadas com inibidores da aromatase. Sua importância está em mostrar que o IMC pode não identificar adequadamente o risco ósseo associado à composição corporal. Após acompanhamento mediano de 45,6 meses, 69 participantes (9%) apresentaram progressão de fratura vertebral. Percentual de gordura corporal acima de 40,8% associou-se ao dobro do risco (HR 2,00; IC 95%: 1,44–2,82), enquanto maior massa muscular apendicular (HR 0,38) e densidade mineral óssea (HR 0,79) se associaram a menor risco. Os achados apoiam considerar a composição corporal na avaliação óssea, mas precisam de confirmação em outros estudos.
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